Comunicação e arte
O potencial criativo dos espíritos extravasa
as fronteiras da vida física e traça um paralelo entre a vida material e a vida
espiritual. No processo evolutivo do ser, catalogando conceitos e compilando
experiências, faz desabrochar dentro de si os talentos espirituais, herança divina que
se manifesta nas virtudes e nos valores.
Desde o instante em que o homem compreendeu
sua existência individual, percebeu a necessidade da interação com o semelhante,
desenvolvendo a ciência da comunicação. Desde então, luta por aperfeiçoar os canais
de comunicação, concebendo, vivenciando e aprendendo novas tecnologias e metodologias,
com o escopo de fazer-se conhecer, disseminar suas idéias e interagir com o outro, sendo
que neste último processo, conscientiza-se cada vez mais de que, quanto mais convive,
mais aprende com o semelhante, num relacionamento que tem por fundamento a alteridade.
No cenário espírita, a comunicação assume
um papel preponderante, não só em relação à disseminação da filosofia espiritista,
quanto e principalmente pela possibilidade do crescimento conjunto, onde
idéias, palavras e atitudes são compartilhadas, agregando-se ao conjunto que se
convenciona chamar de bagagem espiritual. Os veículos de comunicação e as próprias
instituições espíritas utilizam-se, assim, das informações de natureza espiritual
para responder aos anseios, dúvidas e necessidades humano-espirituais.
Para a divulgação da filosofia espírita, assim, existem os chamados canais tradicionais, como a palestra, a conferência, os programas de rádio e televisão, os periódicos, as colunas em jornais leigos, a Internet, para citarmos os principais. Hodiernamente, entretanto, tem-se buscado outras formas de difusão do espiritismo, sobretudo aqueles que têm como formato as expressões artísticas. A música, os esquetes e peças teatrais, as películas cinematográficas, a literatura de cordel, os fantoches, as telas e algumas formas de artesanato podem ser excelentes exemplos. Concebe-se, assim, o chamado caráter comunicativo e divulgacional da arte espírita, numa clara e específica simbiose entre Comunicação e Arte Espíritas.
Neste sentido, conceituar-se-ia a Arte
Espírita como sendo a utilização dos recursos artísticos para a veiculação de
idéias e informações espíritas e espirituais (estas últimas em absoluta consonância
com a filosofia espiritista). Por isso, toda e qualquer apresentação ou exposição de
arte espírita, assim como o produto final (material) disponibilizado em algumas das
modalidades de expressão artística (como um cd, um cd-rom, um livro, uma tela, uma
estatueta, um filme em dvd ou vhs) seriam facilmente considerados como instrumentos de
divulgação/comunicação espírita através da arte.
A maior ou menor possibilidade de interação e participação das pessoas no processo comunicativo é, talvez, a grande diferença. Quanto mais passivo o envolvimento das pessoas com o processo artístico, ficaríamos restritos, apenas, ao status de divulgação. Em paralelo, franqueando-se os canais para a efetiva simbiose entre o evento artístico e a platéia, como através de debates, poder-se-á falar em comunicação artística espírita.
Idéias novas, sem dúvida, embora utilizando os recursos de há muito conhecidos.
A Associação Brasileira de Divulgadores do
Espiritismo (ABRADE) sente-se honrada em possibilitar a discussão desta temática,
através de instrumentos específicos que a modernidade tecnológica nos franqueia. Nossa
homepage será, assim, o meio de parceria para a difusão da comunicação e da
divulgação espíritas através da arte e o correio eletrônico abrade@abrade.com.br
ou a lista de debates abrade-arte@grupos.com.br estará à disposição dos artistas, comunicadores
e divulgadores espíritas para o intercâmbio salutar.
A ABRADE possui uma lista específica na Internet
para estudo e troca de experiências sobre Arte, Comunicação e Espiritismo. Caso queira
se inscrever na mesma, favor clicar aqui.
Segue material fornecido por diversos autores para análise e
reflexão:
(Os artigos aqui expostos não obrigatoriamente representam a posição
institucional da ABRADE)
A música e a mediunidade (out/2005)
Música e Espiritismo (I) (mar/2005)
A arte e a música e sua importância na evangelização do Ser (jun/2005)
Espiritismo, mediunidade e arte (mar/2005)
Arte espírita - divulgar e não segregar (mar/2005)
A música celeste (out/2004)
A missão da arte (2004)
Música e Espiritismo (II) (2004)
A (verdadeira) arte espírita (2004)
Cantar... ou não? (2004)
A música dos espíritas (2004)
A candeia e a arte (2004)
A Arte do Espiritismo (2004)
O Espiritismo abre à arte um campo novo, imenso e ainda inexplorado (2004)